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Exposição ao ruído é um perigo para os ouvidos!
 


Esta escala de níveis sonoros (em dB) classifica os sons ambientais em 4 categorias:

- Até aos 80 dB (verde), não há qualquer risco para o ouvido, qualquer que seja o tempo de exposição;
- de 80 a 90 dB (amarelo), aproxima-nos da zona nociva, mas os riscos limitam-se a exposições de muito longa duração;
- de 90 a 115 db (vermelho), o ouvido está em risco: Quanto mais forte o som, menor o tempo de exposição é necessário para provocar lesão;
- acima de 115 dB (vinho), os ruídos impulsivos provocam imediatamente lesões irreversíveis.


 

Sons e Ruídos: Legislação

 

Planilha Básica para Cálculo de Tempo de Reverberação
Planilha Cálculo de Placas Sonique
Planilha Cálculo Modal

 

A poluição sonora é composta pela quantidade excessiva de ruídos, de modo a causar danos à audição. Ela acontece quando o limite de decibéis considerado seguro é superado — e, a partir de então, o sentido pode ser prejudicado.

É muito comum em grandes centros urbanos, como por conta do tráfego ou de obras. Também ocorre nos ambientes de trabalho e, por isso, é um problema que demanda cada vez mais atenção.

Para não ter dúvidas sobre a questão, veja quais são os decibéis que caracterizam a poluição sonora e entenda melhor as situações críticas que podem advir daí.

Como é a caracterização dessa ocorrência?

Os decibéis indicam quão alto é um ruído, além de apontar o potencial de dano. No entanto, não são os únicos elementos que definem o cenário. A poluição sonora também é avaliada de acordo com outros fatores. Na sequência, veja quais são os aspectos de classificação e entenda melhor a situação.

Qualidade do som

Dependendo do nível, o som é classificado de alguns modos. O muito baixo é aquele quase imperceptível e seguido por opções como baixo e moderado. O alto e muito alto indicam algum nível de incômodo e fadiga. Já o volume ensurdecedor é a qualidade mais alta e pode ser, até mesmo, dolorosa.

Tipo de ruído

Na poluição sonora, também é possível associar a qualidade do som ao tipo de ruído. A queda de folhas é considerada baixa. Já a conversação normal fica em um nível moderado. A versão ensurdecedora está ligada a motores de grande potência, como os de aviões.

Decibéis

Como visto, o volume é medido por meio dos decibéis. Quanto maior ele for, maiores serão os danos causados. A exposição a um ruído que seja muito alto e de forma prolongada gera perdas severas, por exemplo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível indicado é de 50 dB, no máximo. Acima disso, é possível já sofrer com perdas. Como certos equipamentos de construção podem gerar até 100 dB, é preciso ficar atento ao limite para evitar problemas futuros.

Quais são os impactos da poluição sonora?

A exposição a níveis maiores de decibéis causa, naturalmente, prejuízos para a audição. A poluição sonora tem potencial para gerar perda auditiva progressiva e mesmo criar condições incapacitantes.

O que pouca gente sabe é que ela leva a outros impactos no corpo. A seguir, veja quais são os principais.

Aumento do nível de estresse

Com o nível excessivo de ruídos, o corpo permanece em estado de alerta e não consegue relaxar. É algo que diminui a capacidade de se concentrar e prejudica, por exemplo, a produtividade no trabalho.

O corpo também começa a reagir e eleva o nível de cortisona. Isso faz com que o organismo fique em constante estresse, o que pode desencadear ansiedade e até alterações no apetite e no metabolismo. Na prática, amplia os riscos da obesidade.

Propensão a depressão

Como mexe com a química e com o funcionamento do cérebro, a exposição a elevados decibéis causa quadros psicológicos. De acordo com pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, é algo que aumenta em até 200% o risco de problemas como depressão e ansiedade.

Elevação do cansaço

Segundo uma pesquisa do Instituto Nacional da Vida no Trabalho, na Suécia, profissionais expostos a grandes ruídos no espaço laboral sentem mais dor de cabeça e fadiga. Isso prejudica o rendimento e o bem-estar.

Também é difícil pegar no sono em ambientes ruidosos, além de ele não ser tão reparador. Assim, há sensação de cansaço.

Aumento do risco cardíaco

O sistema cardiovascular é outra área que sofre com a poluição sonora. A exposição crônica pode levar a inflamações nas artérias, o que aumenta os riscos de um derrame ou infarto. O estresse elevado, a falta de sono e a obesidade também são fatores secundários capazes de ampliar o risco nesse sentido.

A poluição sonora é um quadro capaz de causar sérias consequências, então é importante respeitar o limite de decibéis. Com os devidos cuidados, a vida na cidade ou no trabalho fica mais fácil e a saúde, protegida.

A perturbação do sossego está entre os principais motivos de conflito entre vizinhos. É muito incômodo ter que suportar os ruídos da vizinhança, como o recorrente ressoar dos saltos altos ou gritaria de um vizinho festeiro. Porém, não só os ruídos e vibrações causados diretamente pelo ser humano é que causam problema. Os sons associados ao uso de máquinas e equipamentos podem vir a ser um grande problema acústico em edificações residenciais e comerciais.

Como tratar ?

A primeira etapa trata-se de verificar se os níveis sonoros estão acima dos limites permitidos por lei.  A avaliação do ruído ambiental no Brasil é realizada conforme recomendações e critérios de legislação em nível federal, estadual e municipal, prevalecendo a mais restritiva.
Os níveis sonoros para o ruído aéreo máximo também devem respeitar os limites para ambientes internos, em função de sua finalidade de uso, determinados pela NBR 10152. Caso os níveis sonoros medidos estejam acima do permitido, é necessário que o emissor (seja ele pessoa física ou jurídica) reveja o plano de operação das máquinas ou mesmo recorra a soluções técnicas como intervenções físicas no espaço para adequação acustica seja em pequenas instalações domésticas ou grandes projetos industriais.

O enclausuramento acústico - isolamento acústico, é uma técnica de confinamento de máquinas e equipamentos geradores de ruído, ao mesmo tempo que permite a troca de ar e ventilação dos motores. O enclausuramento pode ser total ou parcial, a depender dos objetivos acústicos desejados. A cabine de enclausuramento é construída a partir de materiais rígidos e pesados com resistência mecânica e durabilidade (como chapa de aço simples ou dupla), assumindo a função de barreira e protegendo o equipamento. Em determinados casos, são instalados visores nas portas das cabines para permitir melhor monitoramento dos equipamentos enclausurados. As chapas de aço, comumente utilizadas nas cabines, são materiais reflexivos. O tratamento interno das cabines com materiais porosos ou fibrosos de absorção, como mantas de espuma ou lãs minerais com resistência comprovada ao fogo, é capaz de aumentar a eficiência acústica da cabine. A ventilação dos motores pode ser obtida a partir da utilização de atenuadores e exaustores tratados, cuja função é permitir a troca de ar e calor entre os ambientes externo e interno e, ao mesmo tempo, evitar a transmissão de ruídos ao exterior. O dimensionamento de atenuadores varia em função de diversos requisitos mecânicos indicados em projeto, e o espaço disponível para colocação do atenuador no ambiente. Além do isolamento e tratamento das superfícies reflexivas das cabines, as máquinas ou a própria cabine devem ser apoiadas sobre amortecedores (como materiais resilientes, molas, borrachas especiais e neoprene) para impedir a transmissão de vibrações para a estrutura da edificação.

A transmissão de vibrações de máquinas e equipamentos também pode ser controlada. Ar-condicionado, bombas de recalque e até mesmo tubulações devem ser isolados da estrutura da edificação a partir de amortecedores ou coxins. Bombas de água gelada e de condensação, chillers e torres de resfriamento dos sistemas de ar-condicionado, por exemplo, devem ser fixados sobre bases de inércia e apoiados sobre amortecedores de mola ou calços de borracha. Mas existe uma infinidade de modelos de molas e amortecedores, sendo que somente o engenheiro mecânico saberá qual é o modelo e marca ideal para a sua aplicação.

Em torres de resfriamento, podem ser instalados atenuadores de ruído, tendo estes dispositivos a função de proporcionar a atenuação dos ruídos causados pelo conjunto de motores que promovem a movimentação do ar no interior da torre. Os atenuadores permitem a passagem de fluxo de ar nas torres de resfriamento atenuando o som através de estruturas lamelares na maioria dos casos. Estes dispositivos são eficientes para atenuar o ruído em diversos valores de vazões e velocidades de fluxo, mas deve ser dimensionado de acordo, sendo fabricados sob medida para cada aplicação. É um produto de alta resistência e durabilidade, geralmente fabricado em aço galvanizado e com preenchimento em lã de fibra mineral. O atenuador de ruído conta com proteção mecânica em véu de vidro e/ou tela de chapa de aço. Atenuadores de ruído podem também ser utilizados em salas de máquinas, chillers, condensadoras, salas de grupos geradores, exaustores, entradas e saídas de fluxos turbulentos, laminares de alta velocidade, entre outros locais.

Outras fontes em edificações, como elevadores, também devem ser tratados. Os motores e acionamentos dos elevadores, por exemplo, emitem ruídos que atingem, principalmente, os moradores dos pavimentos superiores. As soluções acústicas, nestes casos, podem ser a aplicação de materiais de isolamento e absorção, ou mesmo a substituição dos equipamentos antigos por outros mais modernos. Mas lembre-se que cada caso é um caso, sendo que não há uma solução genérica. O painel elétrico também é bastante ruidoso em seus contatos, visto que ele transmite vibração e dá picos de ruído que causam bastante incômodo.

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